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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Confissões de um Escritor, As


Bom, primeiramente quero pedir desculpas pela demora nos posts. Como já havia dito, Vitória está cursando agora e eu não faço absolutamente nada. Há pouco tempo postei um conto chamado Quer Teclar Comigo. Recebi críticas positivas em relação a ele, e alguns leitores me perguntaram se haveria continuação. Para a alegria de alguns e tristeza de outros, Sim. Haverá continuação. Eu já tenho duas seqüencias escritas em um rascunho faz tempo. Mas não postarei-as por enquanto. O motivo?

  Estive pensando: O nome do Blog é Confissões de um Escritor e até agora eu não confessei quase nada - se é que confessei alguma coisa. Pelo menos, eu deveria contar um pouco de minha história e quando foi que resolvi me tornar um escritor amador - ainda não sou um escritor reconhecido, mas gosto de pensar que sou.

 Então, nada mais justo do que contar a minha verdadeira história. O nome desse Romance - ou conto, ou crônica, quem sabe biografia? Vocês decidem - seria Adolescentes, pois relata exatamente a minha vida nos tempos de escola, na puberdade. Mas se eu colocasse esse título acho que fugiria do foco principal, que sou eu ^^. Então, já que o Blog foi criado para as minhas confissões, serão sobre elas que eu irei falar!

  Nesse meu processo de vida até os 17 anos - idade que possuo atualmente - muitas coisas aconteceram, muitas me influenciaram a ser quem eu sou hoje e quem quero ser amanhã. Isso envolve os meus amigos, meus professores e familiares. E vou incluí-los no drama. Sim. Vou criá-lo em forma de Drama, para que os jovens de plantão possam nostalgiar suas vidas na juventude. Confesso que estou bastante inspirado para escrever. Agora, neste exato momento, penso nas novelas e seriados como Malhação, Lances da Vida, Confissões de Adolescente. Pode ser loucura, não? Mas são exatamente esses entretenimentos que me inspiram. Confesso também que não leio muitos livros, mas, sim, assisto muitos filmes e seriados. Talvez seja por isso que ainda peco na ortografia e não utilizo palavras difíceis e bonitas - como escritores aclamados pela crítica -. Mas gosto de dizer que essa é a minha marca como escritor. Quero ser diferente dos outros. Quero escrever do meu jeito e criar um padrão só meu. As pessoas que lêem os meus contos gostam da maneira que escrevo, então por que os outros leitores mais experientes não poderiam gostar?

  Bom, chega de enrolação. Está na hora das verdadeiras Confissões de um Escritor!

  Espero que apreciem, gostem e divulguem. Quem sabe daqui alguns anos vocês estarão segurando minha vida em suas mãos na forma de escrita? Eu rezo por isso...





Confissões de um Escritor - O Nascimento


Prólogo:


            Juventude. Um processo de vida extraordinário. É incrível: Quando somos adolescentes queremos ser adultos e quando somos adultos queremos ser adolescentes. É incrível e irônico.
            Minha vida na adolescência foi algo fora do comum, inesquecível. Quando assisto a novelas e filmes sobre amizade e escola lembro-me deles... Era uma época tão boa, maravilhosa – embora naqueles tempos eu odiasse ser um adolescente, o que era comum -. Éramos felizes e não sabíamos.
            Hoje, na faixa dos dezessete anos, percebo que aqueles foram tempos de ouro. Tempos que não voltam mais, eu sei, mas que ficarão para sempre em minha memória. Eu sei que não se passou muito tempo, pois ainda sou um adolescente, mas foram tantas aventuras que, quando se chega a uma certa idade, parece que tudo aconteceu há muito tempo.
            Não tenho muitas lembranças de quando era pequeno e estava nos primeiros anos da escola. Mas lembro-me perfeitamente – como se fosse ontem – as épocas da Oitava Série; o Primeiro Ano e os dois últimos. Tantas coisas aconteceram, e o destino mudava o rumo meu e de meus amigos a cada ano percorrido naquela escola. Rumos que muitas vezes decepcionaram e surtiam lágrimas, e outros que nos deixavam inteiramente felizes.
            Minha família talvez fora a peça mais importante no quebra- cabeças da minha vida. Por mais que fosse difícil para eles me segurarem naquela época, sempre me aconselhavam, me batiam quando era necessário – quase sempre – e me ensinaram que a humildade prevalece acima de tudo, e que se eu não tivesse fé em Deus nada daria certo. Aliás, Deus também sempre esteve presente na minha juventude. Principalmente porque minha família era religiosa e, como previsto, eu também tinha que ser – independente da minha vontade -. Naquela época eram tantas as tentações que nós, adolescentes, não costumávamos ir para a igreja. Mas, graças à teimosia de meus pais, descobri meus dons: Com sete anos, comecei a me interessar na parte musical e, no mesmo ano, ingressei em uma orquestra da igreja, tocando saxofone “sopraninho” – um instrumento de pequeno porte, já que minha altura e forças não conseguiriam erguer um saxofone comum -. Anos depois, aprendi a tocar violino por interesse próprio, mas continuei tocando oficialmente com o meu sax.
            Os romances não poderiam faltar em uma vida adolescente. É claro que vivi algumas histórias de amor – e ódio –. A puberdade era algo complicado e os hormônios eram á flor da pele. São tantos os problemas na juventude que só percebo agora, porque antigamente achava uma aventura, diversão, um simples obstáculo que, com força de vontade, poderia ser ultrapassado.
            São tantas histórias para contar, fatos ocorridos, lembranças que não podem ser apagadas. A vida é previsível, o nosso destino é construído através do início – quando nascemos – e seu trajeto muda ao percorrer do nosso crescimento. Eu achava que minha vida seria de um jeito quando pequeno, e agora percebo que nada fora como eu pensava.
            Hoje sinto orgulho de tudo o que me aconteceu no passado, pois se não houvessem brigas, romances, discussões e conselhos isto jamais se tornaria uma novela. Sim. Eu chamo de novela a minha adolescência. Uma novela inacabada em minha memória, e que para sempre vai permanecer em meu coração.
            Sinto saudades daquela época...

           Quando estamos na escola e somos pequenos, sempre imaginamos o que queremos ser quando crescer. Muitos que eu conheci queriam ser jogadores de futebol; outros queriam ajudar os enfermos na medicina; outras queriam ser modelos famosas. Porém, o tempo fazia essas memórias se apagarem e outros horizontes se abrirem. Porém, o meu objetivo sempre foi concreto e decisivo. Desde pequeno eu já anotava os meus objetivos, os meus acontecimentos diários. Escrevia tudo o que ocorria na escola, em casa, na rua, na igreja. Um dia eu parei de escrever e me perguntei o que estava fazendo. Foi então que tive a certeza do que eu queria - e quero - ser:
           Um Escritor.








Capítulo 1 –

            Sete de Maio de 1993
Um dia muito especial para todos – todos os seres humanos de minha família -. Esse foi o exato dia em que eu nasci. Nada demais.  Não muitos fatos ocorreram durante aquele ano – e mesmo que tivesse ocorrido, eu não saberia. Era apenas um recém-nascido. Já o ano seguinte foi marcante para todos os brasileiros e estrangeiros: A morte do saudoso piloto de corrida Ayrton Senna da Silva foi algo inesperado e que abalou todo o mundo. O dia 1° de Maio ficou eternizado por essa tragédia e, seis dias depois, o dia ficaria marcado pelo meu nascimento. Após milhares de palpites, meu nome fora escolhido:

Valdir Luciano – filho de Genauro Luciano Filho e Diomar Belarmino Silva, nascidos no Estado de Alagoas – AL.
Desde então, a minha vida seria tomada por caminhos que ninguém – nem os meus pais – jamais adivinhariam.