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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quer Teclar Comigo?


Agradecimentos: Quero primeiramente agradecer a todos os meus amigos, familiares e parentes que me incentivaram a ser quem eu sou hoje, que me deram total apoio para continuar escrevendo e percorrer o grande sonho de ser um escritor reconhecido. Em seguida, agradeço aos futuros leitores desta obra, pedir desculpas por possíveis erros ortográficos e por quaisquer conteúdos que possam ofender a integridade.
Grato!



Primeira parte -

Prólogo:

Em uma banheira repleta de cubos de gelo acordou Marta, agonizando e tremendo de frio. Ela estava nua. Os cubos de gelo cobriam
as enormes feridas em seu corpo. O local era sujo, com inúmeras carcaças
humanas estendidas ao chão. Ela não podia gritar, pois ao final do corredor do
banheiro havia um ser, trajado a uma capa escura, cortando pedaços de carne
humana.

Marta não sabia por que estava naquele lugar. Sua
única lembrança era de estar teclando em uma sala de bate papo na internet e,
de repente, acordara ali. Ela queria fugir o mais depressa possível, pois estava apavorada. Porém, estava apreensiva, já que o estranho não estava muito
longe e poderia pegá-la.

Lentamente, ela tentou se levantar e sair da banheira, mas, de imediato, sentiu uma terrível dor em suas costelas:
Uma enorme ferida aberta havia em seu corpo e sangrava sem parar. Ela começou a
agonizar e, olhando para o estranho ser, percebeu que ele estava segurando um
rim: Marta entrou em pânico.

O sujeito percebeu o seu choro, deixou o órgão em uma
bacia e caminhou calmamente em direção ao banheiro com um machado nas mãos. Marta tentou correr á porta para fechá-la, mas acabou escorregando nos cubos de gelo que estavam espalhados sobre o chão.

Caída ao chão, ela ergueu a cabeça que, de repentino, foi
dilacerada pelo estranho sujeito de capa preta que, segurando-a, voltou à
cozinha, atirou a cabeça ao lixo, sentou-se diante de um computador, entrou em
uma sala de bate papo e escreveu a todos os internautas:

 “Quer teclar Comigo”?











Capítulo 1 -

Thalita, 17 anos, cabelos longos e castanhos, pele clara, olhos escuros, magra. Estava assistindo ao Tele-Jornal onde se passava uma reportagem sobre uma mulher encontrada morta em uma floresta, próxima a cidade de São Paulo. O corpo já estava em estado de decomposição. Porém, o que mais chamou a atenção nos policiais foram os vários órgãos internos que estavam faltando naquele corpo.

Com nojo, ela desligou a televisão e ligou o seu computador. Acessando a Internet, ela entrara em uma sala de bate-papo que estava lotada de internautas com inúmeros apelidos. Um deles chamou sua atenção: The Bad Boy. A mente da garota era um tanto pervertida, então já imaginava o que o tal de Bad Boy poderia fazer. Não só o nome lhe chamou a atenção, mas também a foto que ele continha: Olhos azuis, cabelos longos e loiros, pele clara e sem imperfeições. Era um jovem perfeito em sua opinião. Thalita começou a se interessar por ele.

Para sua surpresa, ela acabou recebendo uma mensagem e, incrivelmente, do Bad Boy:

Bad Boy: Oi gata, gostaria de teclar comigo?

Obviamente, ela nem pensou e respondeu:

Thalita: Claro que sim!

Bad Boy: Quantos anos você tem?

Thalita: Eu tenho 17 anos e você?

Bad Boy: Nossa, eu também. Que coincidência.

Thalita: Verdade. Sabia que eu te achei muito lindo? rs

Bad Boy: Obrigado, você também é muito bonita na foto. Será que é tão bonita assim pessoalmente? (6)

Thalita: rsrs... Posso te perguntar uma coisa?

Bad Boy: Claro.

Thalita: Por que você escolheu esse apelido de Bad Boy? Você por acaso é malvadinho? kk (6)

Bad Boy: kkk.. Quer mesmo saber? Sou um pouquinho mal, no bom sentido... Por que não me diz onde está e posso te mostrar como eu trato as garotas bonitas kkk...

Thalita: kkkk... Safadinho!

Bad Boy: E então, onde você está? Vamos nos encontrar, gata!

Thalita: É sério? Você quer um encontro comigo?

Bad Boy: Claro. Você é muito linda. A gente poderia se conhecer melhor. Poderíamos conversar, ou algo mais...

Thalita sorriu. Estava totalmente fascinada por aquele garoto. Ela não pensou duas vezes e, rapidamente, escreveu o seu endereço de casa para o garoto que, em sua suja e velha casa, anotava em seu caderno, segurando com seus dedos - melados a sangue - uma caneta preta.

Thalita: Você vai vir hoje?

Bad Boy: Acho que não vai dar. Hoje estou muito ocupado (Ocupado, prestes a tirar o fígado de uma vítima que estava presa e amarrada em cima de uma mesa).

Thalita: Então, você vem amanhã? Eu quero te ver.

Bad Boy: Claro, com certeza! Agora, vou sair. O trabalho me chama! Beijos e até amanhã...

Bad Boy saiu da sala eletrônica, enquanto Thalita demonstrava ansiedade. Mal ela sabia que ele também estava ansioso, mas não para ficar com ela e, sim, para fazer o mesmo que estava fazendo com a garota que estava presa em cima de sua mesa. Seu nome era Elaine, uma jovem de dezesseis anos.

— Por favor, não faça isso! Por que eu? Me deixa ir embora - implorava ela, rebatendo-se para tentar fugir, mas estava fortemente amarrada.

O garoto pegou uma tesoura medicinal, olhou para ela e, com uma expressão feliz e diabólica, disse:

— Isso salvará uma vida que ainda nem começou a viver direito. Você... Acho que já viveu demais!

Ele procurou um objeto em sua caixa de ferramentas. Porém, não o encontrou.

— A anestesia acabou, Elaine. Vai ter que ser desse jeito mesmo.

Impiedosamente, ele iniciou uma série de cortes verticais sobre a barriga de Elaine, abrindo-a. A garota se rebatia, gritava e chorava, a ponto de vomitar. A agonia era insuportável. Ela desejava morrer rápido, mas o procedimento daquela cirurgia era lento.

Primeiro, ele retirou os rins. Depois o fígado e, por último, o coração. Elaine estava semelhante a uma boneca: Seus olhos estavam abertos e dilatados. Seu corpo estava imóvel. Já estava morta.

Após aqueles terríveis atos, o garoto sentou-se diante do computador e entrou em um site clandestino sobre venda de órgãos, publicando uma promoção:

 “
Rim, Fígado e Coração - R$ 1.000,00 "

Ele sorriu e continuou a navegar pela internet, deixando o corpo de Elaine estendido sobre a mesa, pingando o seu sangue ao chão. Não demorou muito para que os ratos surgissem e começassem a roer os seus ossos e comerem a sua carne.








Capítulo 2 -

No dia seguinte, Thalita acordara em cima de uma pia suja. Ela não podia gritar, pois estava com os lábios costurados. Ao seu lado estavam todos os seus órgãos internos dentro de uma bacia. Sua barriga também estava costurada.

De repente, começaram a surgir vermes em sua barriga. Ela entrou em pânico e tentou gritar, mas não conseguia. Começou a forçar a boca para tentar abri-la, fazendo as linhas de costura cortar seus lábios de uma forma agonizante. Thalita começou a chorar desesperada.

Sentindo uma sensação estranha em sua orelha, ela passou a mão e, ao olhar, entrou em estado de choque: Havia vermes que saiam de seus ouvidos.

Levantando-se da pia, ela saiu correndo por um escuro corredor. No final dele havia uma porta, indicando uma saída. Ela queria escapar o mais rápido possível, pois não sabia onde estava.

Quando estava prestes a abrir a porta eis que surgiu um vulto negro, que a cobriu com um lençol escuro, fazendo-a desaparecer, deixando seus gritos ecoarem pelo estranho e escuro corredor
.


Thalita acordou assustada, olhando à direita e à esquerda. Passou a mão em seus ouvidos e em sua boca: Estava tudo normal. Em seguida, levantou sua camiseta e verificou sua barriga: Estava magra e sarada como sempre. Os alunos ao seu redor estranhavam seu comportamento e, então, ela se deu conta de que estava na escola. Tudo aquilo fora apenas um terrível pesadelo.

- Algum problema, Thalita? - questionou desconfiado o professor Tales, estranhando o comportamento da aluna.

- Não... Não - respondeu aliviada e ainda se recuperando do susto - Eu apenas caí no sono. Desculpe-me, professor.

Um silêncio e segundos depois a classe inteira começou a rir com aqueles acontecimentos.

A aula continuou e Thalita estava copiando a lição da lousa. Já havia esquecido aquele pesadelo. Enquanto estudava, uma bolinha de papel voou do fundo da sala em direção a sua cabeça. Ela olhou para trás: Todos estavam fazendo suas lições.

Desfazendo a bola, ela encontrou uma frase no papel e começou a lê-lo:

 “
Me encontre hoje no portão do pátio".








Capítulo 3 -

No intervalo escolar, Thalita estava conversando com suas amigas: Aline, Cláudia e Carine. Estava contando sobre o garoto que conhecera na internet.

-... Então, eu passei o meu endereço a ele - disse ela.

- Eu não acredito. Você enlouqueceu? - disse Aline, furiosa com o que ouvira de sua amiga - Está dando o seu endereço a um estranho? Não viu as reportagens sobre um assassino em série que anda seqüestrando as pessoas pela internet e depois retira seus órgãos para vendê-los?

- Olá, posso saber do que estão falando? - perguntou Fred, intrometendo-se na conversa das garotas. Elas o repararam e, enojadas, afastaram-se dele que, baixando sua cabeça, encontrou um papel amassado, o leu e se enraivou.

Na aula de informática, Thalita estava teclando com o Bad Boy em uma sala de bate papo.

Thalita: Eu estou morrendo de vontade de te ver!

Bad Boy: Não se preocupe, hoje eu estarei ao seu lado...

Thalita: Que horas você virá?

Bad Boy: Ah, isso será uma surpresa. Aliás, os seus pais estão aí?

Thalita: Não. Eles estão viajando.

Bad Boy: Espera aí, tem alguém aqui me incomodando...

Thalita: Tudo bem, eu espero.

Bad Boy sai da sala eletrônica.

Um jovem estava pendurado a um gancho em suas costas. O misterioso Bad Boy ainda não havia retirado os seus órgãos. A vítima estava gritando demais, pois a dor era insuportável.

- Cale-se, desgraçado! - exclamou - Se continuar a gritar desse jeito eu vou arrancar os seus Rins sem anestesia!

- Por favor, cara, me deixa ir embora! - implorou David, a vítima que estava pendurada - Eu não fiz nada á você!

Um celular começou a tocar: Era a mãe dele.

- Olha quem está ligando. Sabe quem é, David, sabe? É a sua mãe. E ela quer falar com você!

- MÃE! NÃO! SOCORRO, MÃE! - gritava David com todas as forças. Ele tentava se soltar do gancho, mas a dor o impedia.

- DAVID? DAVID? É VOCÊ? - sua mãe berrava ao celular. Estava desesperada.

- Quer ver o seu filho? Não se preocupe, senhora. Você verá os Rins dele amanhã na internet - o garoto desligou o celular e o jogou no chão, quebrando-o.

Voltando à sala de bate-papo na internet, ele escreveu à Thalita:

Bad Boy: Agora vou precisar sair de vez. Fique em casa. Eu estarei lá, hoje...

Ele saiu da sala por definitivo e olhando a porta de sua casa percebeu um homem vestido a uma capa preta, segurando uma faca, arrastando uma mulher. Ele sorriu para o estranho e o cumprimentou dizendo:

- Oi pai!








Capítulo 4 -

Carine estava teclando com um garoto, cujo apelido era Anjinho. Ela estava na aula de informática da escola.

Após quase meia hora de conversa, o internauta pediu o seu endereço. Porém, Carine era esperta. Já assistira as reportagens de um Serial Killer que estava matando as pessoas, enganando-as pela internet. Então, ela não mandaria o seu endereço. No entanto, isso não impediu que Anjinho lhe mandasse o seu.

Anjinho: Venha hoje à noite. Vai ter uma grande festa! Aí nós poderíamos nos conhecer melhor. Mas, não deixa os seus pais a levarem e nem os traga a festa!

Carine: Mas porque eles não podem nem, ao menos, me levar?

Anjinho: Porque vai parecer que você é uma criança, que só sai de casa se os pais forem juntos. Você não tem dezessete anos? Então haja como uma garota de dezessete!

Carine estava indecisa se ia ou não, mas seus
impulsos adolescentes foram maiores: Ela resolveu ir.

Carine: Então eu vou. Que horas tenho que
estar ai?

Anjinho: Venha ás oito da noite. É só ler o
meu endereço e o número. Não é difícil.

Ela saiu da sala de bate papo, ansiosa para que a
noite chegasse logo, enquanto o Anjinho, que estava todo o tempo usando o
computador ao lado do de Carine, também estava bastante ansiosa para comemorar
uma festa que ela jamais iria esquecer.

Pobre Carine. Tão ansiosa para vê-lo e nem se dava
conta de que ele estava tão perto quanto ela imaginava...








Capítulo 5 -


Ainda na escola, Aline apresentava o seu trabalho de Sociologia sobre ‘Objetivos’.

—... E quando eu crescer o meu objetivo é ser
dublê de filmes - disse ela. Todos os alunos bateram palmas, elogiando-a.

Todos já haviam apresentado os seus trabalhos, com
exceção de Fred, que era o próximo.

— O meu grande objetivo é ser médico. Eu quero
fazer operações e cirurgias em...

— Em quem? Na sua cabeça? - Completou Cláudia,
azucrinando-o e fazendo com que todos os alunos rissem dele.

Fred parou a sua apresentação, encarou-os seriamente - principalmente para Cláudia - com um olhar de ódio. Ele voltou para o seu lugar.

Tocou o sinal. Todos começaram a sair de suas salas, pois era hora de ir embora. Thalita passou pelo portão do pátio e avistou duas pessoas encostadas na grade. Um era adulto e outro um jovem não muito desconhecido. Por certo, eles estavam esperando por alguém. Na verdade, alguém que estava bem próximo deles.








Capítulo 6 -


A tarde estava indo embora, trazendo a escura noite na cidade de São Paulo. Cláudia
estava vendo vídeos em seu computador. De repente, uma mensagem apareceu na
tela de seu computador: 
Oi, Cláudia, tudo bem?

Era Fred, online no 
Messenger.

A princípio, ela não queria teclar com ele, mas
ficou com pena e já que não tinha mais nada para fazer, resolveu teclar.

Cláudia: Oi Fred, eu estou bem, obrigada.

Fred: Os seus pais estão aí?

A questão em si incomodou-a. Mas, mesmo assim, ela respondeu:

Cláudia: Não, os meus pais foram a uma festa de casamento, por quê?

Fred não respondeu mais e, ao ver seu estado na internet, Cláudia percebeu que ele estava off-line.

Enquanto isso, Carine conversava com os seus pais, convencendo-os a deixá-la ir a uma festa na casa da Thalita - o que era mentira. Eles deixaram, mas com a condição de levá-la de carro.

— Não, não! Vocês não podem me levar! - discordou ela, rapidamente e alterada.

— E por que não, Carine? - questionou o pai.

— Porque... Porque todos pensarão que eu sou uma criança, que só pode ir a uma festa acompanhada dos pais. Por favor, essa festa é importante para mim. Eu preciso ir sozinha...

Eles perceberam que aquilo tudo era coisa de adolescente. Comovidos, eles resolvem
deixá-la ir à festa sozinha. Carine estava feliz, mas envergonhada, pois estava
mentindo para eles. Ela ia a uma festa, mas na casa de um estranho.








Capítulo 7 -

Thalita estava se arrumando em sua casa. Ela passara batom, esmalte. Alisava o cabelo com a prancha e o secador. Vaidade de adolescente. Ela esperava ansiosa pela vinda do Bad Boy, pois ela finalmente o conheceria - o que ela não sabia é que ele já a conhecia.

O telefone tocou. Ela atendeu: Era a mãe de Claudia, que acabara de chegar de uma festa.

- Thalita, é você? - Questionou ela, demonstrando uma voz alterada e apreensiva.

- Sim, sou eu - respondeu, estranhando o comportamento da mulher - O que aconteceu? Por que a senhora está falando desse jeito? A Cláudia está aí?

- É isso que eu quero saber: CADÊ A CLÁUDIA? - perguntou quase gritando - ELA NÃO ESTÁ AÍ, THALITA?

- Não. Ela não está, por quê?

A mulher desligou o telefone e, desesperada, resolveu chamar a polícia: Sua filha havia desaparecido.

Enquanto isso, Carine desceu do ônibus e entrou em um beco sem saída, como o Anjinho havia explicado. Aquele era, realmente, o endereço que estava escrito no papel. Porém, não havia algum sinal de festa. O lugar era de extrema escuridão. Os postes piscavam e a maioria estavam apagados. Os gatos nos muros miavam como se estivessem morrendo.

Ela continuou andando, seguindo a numeração da casa que tinha que chegar. Encontrou uma única residência com o número 
513. Era o mesmo número do endereço em seu papel. Alguns segundos ela ficou em silêncio, pensativa, imaginando se aquele era mesmo o lugar que tinha de estar. A única solução era bater àquela porta e ver se havia alguma festa no local.

De imediato, alguém abriu a porta: Um homem com vestes e chapéu escuros, segurando uma foice. Era semelhante a própria morte.

- Qual é o seu nome? - questionou ele.

- Ca-Carine... Aqui é onde está tendo a tal festa...? - as palavras saíam quebradas. A garota estava totalmente apreensiva. Por certo, a fantasia daquele homem era por causa da festa. Mas era bastante assustadora e macabra.

O homem sorriu com uma expressão sarcástica e respondeu:

- Claro. Entre. A festa já vai começar...

Carine entrou e a porta se fecha com força. A tampa de uma das lixeiras do beco caiu no chão, deixando á mostra as inúmeras carcaças humanas que ali continham. Os gatos a saboreavam, brigando uns com os outros para ver quem comeria tudo.

Em sua casa, Thalita assistia ao tele-jornal, onde novamente se passava as reportagens do titulado ‘Maníaco da Internet’. Ela intrigou-se com aquilo, mas ficou ainda mais intrigada quando a repórter mandou um aviso a todos os amantes de bate-papo:

 “
... Não diga o seu verdadeiro nome. Nunca diga o seu endereço residencial. Não confie em ninguém que não conheça. Uma foto não diz quem a pessoa realmente é. A internet nunca ficou tão perigosa..."

A garota, então, refletiu em tudo o que fez.
Jamais deveria ter dado tanta confiança a alguém que não conhecia. Nunca
deveria ter dado o seu endereço para ele apenas por impulsos hormonais e
juvenis. Talvez ele não fosse perigoso, mas ela agora não queria mais correr
aquele risco.

Mas era tarde demais.

A campainha tocou. O coração de Thalita bateu mais
forte. Um frio tomou o seu estômago. Ela caminhou em direção a janela, puxou
lentamente a cortina para ver quem era: Havia um carro preto estacionado em
frente a sua casa.

A campainha tocou novamente.

Quem será? , questionava-se. Ela não queria abrir a porta. Estava aterrorizada e com muito medo de ser um assassino. Seria o Bad Boy? , novamente ela se questionou. Mesmo se fosse ele, naquele momento, ela já não tinha mais vontade de vê-lo. E se ele fosse mal. Se ele fosse o famoso assassino que tanto falam?

A porta continuava a ser batida. Nenhuma voz se
ouvia.

De repente, pararam de bater á porta.

Thalita respirou fundo e aliviou-se. Ele foi embora, pensou. Porém, o telefone tocou, assustando-a novamente.
Qualquer barulho naquela casa a deixaria em pânico.

Apreensiva e desconfiada, ela atendeu:

— Alô...?

—... Está me vendo? - uma voz baixa e rouca, típica de um maluco psicótico - Eu estou te vendo...

— Quem está falando? QUEM? - Thalita aumentou o seu tom de voz, a ponto de berrar - É O ESTRANHO QUE ESTAVA BATENDO NA MINHA PORTA? SAI DE PERTO DA MINHA CASA! DEIXE-ME EM PAZ!

— O que foi? Eu só vim aqui te conhecer. Não foi para isso que você me deu o seu endereço? VAMOS LOGO, GAROTA! NÃO TENHO O TEMPO TODO! ABRA ESSA PORTA!

— É você... Você é o maníaco da internet, não é?

— Estou ficando famoso, não? Vou ficar ainda mais quando sua morte virar reportagem de jornal. O que você acha disso?

— Seu psicopata maluco! Deixe-me em paz! - Thalita desligou o telefone e correu em direção à cozinha.

Escondida embaixo da mesa, Thalita começou a chorar. De repente, uma voz assombrosa soou pela enorme casa, dizendo:

— Ah, Thalita... Você é bem descuidada... Esqueceu de fechar as janelas. Deveria tomar mais cuidado... Qualquer estranho poderia entrar e matá-la...

Desesperada, ela se levantou e saiu correndo em direção às janelas, fechando-as e trancando-as. Era tarde demais. O estranho já havia entrado.

O telefone começou a tocar novamente. Seu olhar focado ao aparelho demonstrava o medo que estava sentindo. Mas a curiosidade foi maior e ela atendeu:

—... A-alô?

— SURPRESA!

O estranho surgiu repentinamente por trás dela, dando-lhe uma punhalada em suas costas. Ferida, ela saiu correndo para o seu quarto, fechando a porta que o impediu de entrar. Thalita escondeu-se embaixo de sua cama, fechando os olhos e calando o seu choro para que ele não escutasse.

O estranho tentava arrombar a porta, e estava
quase conseguindo. Enquanto Thalita rezava de olhos fechados, pedindo a Deus
que a guardasse naquele momento de pavor.

Um estrondo. Um silêncio.

Thalita abriu os olhos e se deparou com os pés do estranho, que estava parado ao lado de sua cama. Ela tampou sua boca para não gritar, mas era quase impossível.

O suspense e a ansiedade de ser pega fazia com que Thalita urinasse, independente de sua vontade. O psicopata agachou lentamente e ficou observando-a, torturando-a com seus olhos traiçoeiros.

De repente, ele a agarrou pelos pés, puxando-a para fora da cama. Thalita tentava se agarrar a algo, a ponto de arranhar o chão com suas unhas. Mas não havia salvação. A força dele era incontrolável.

Ao puxá-la por completo, Thalita se rebateu bruscamente, tentando escapar do maníaco que, impaciente, jogou sua cabeça contra a quina da cama fortemente, fazendo-a desmaiar.








Capítulo 8 -

Em um banheiro totalmente velho e sujo acordou Thalita. Com tontura, ela não sabia onde estava. Ao seu lado havia uma banheira repleta de cubos de gelo, que guardava um corpo.

Ela se levantou, tentou andar, mas ao mesmo tempo percebeu que seus pés estavam acorrentados.

O som de cortes e gritos podiam ser ouvidos. Ao final de um corredor escuro, o homem de capa preta dilacerava a barriga de uma vítima que estava em cima de uma pia, onde o seu sangue escorria e pingava ao chão. Uma vítima que Thalita conhecia: Carine.

Ao observar o sofrimento, a morte lenta e agonizante de sua amiga, ela começou a vomitar convulsivamente, com vertigem. Fechou os olhos para não ver a angustia da garota. Ao abri-los novamente, avistou um corpo aberto com entranhas afora, sem os órgãos internos.

Pegando o corpo de Carine, o homem jogou impiedosamente no banheiro ao lado de Thalita, que continuava a vomitar e chorar. Era uma tortura.

— Você será a próxima - disse o estranho, apontando o dedo à pobre garota.

Os pedidos de socorro de Thalita eram todos em vão. Ninguém podia ouvi-la. De repente, o corpo na banheira começou a se mexer lentamente, assustando-a, fazendo-a arregalar os olhos.

O corpo se levantou num único ato, derrubando cubos de gelo no chão. A emoção e o alívio tomaram a garota: Era Cláudia, sua amiga.

— Cláudia! Cláudia! Você está bem?

Cláudia não conseguia responder. Seus braços tentavam cobrir as partes íntimas, pois ela estava nua. Os seus dentes rangiam de tanto frio. A garota também estava acorrentada pelos pés.

— Olha só, parece que a outra vadia já acordou - disse o jovem, entrando ao banheiro com uma chave na mão - Olá, Thalita, acho que você não me conhece. Porém, eu a conheço. Nós somos bons amigos na internet, não?

— Você... É o maldito Bad Boy! Desgraçado! Filho da puta!

—... NÃO! SOCORRO! AH, ME AJUDEM! SOCORRO! - gritava Cláudia, alterada e desesperada, se rebatendo no chão. Era de se esperar que ela já estivesse ficando louca.

— Cale-se desgraçada! - exclamou ele, chutando-a fortemente.

Um homem, pai do jovem, entrou no local.

— E então, filho, qual das duas será a primeira?

— Vai ser aquela ali! - apontou para Cláudia.

No mesmo instante, o homem tirou-lhe as correntes dos pés e a colocou nas costas, como se fosse uma peça de carne pronta para ir ao frigorífico. Cláudia se rebatia, mas era impossível se soltar de uma força tão brutal e impiedosa.

— Fique aí sua desgraçada. Você será a próxima! - disse o garoto a Thalita, cuspindo em sua cara. Ele fechou a porta do banheiro, deixando-a sozinha.








Capítulo 9 -

A polícia vasculhava a casa de Cláudia, tentando encontrar alguma pista de seu desaparecimento.

— Acharam algo? - perguntava a mãe dela, impaciente.

— Encontramos algo nas câmeras de circuito interno que você disse ter colocado na porta - respondeu o tenente Carlos - alto, forte, pele clara e cabelos castanho-curtos — Encontramos a imagem de um carro preto e um rosto de um adolescente de, aparentemente, dezessete anos.

— E você sabe quem é esse jovem? - perguntou, aflita - Por favor, eu preciso encontrar a minha filha!

Carlos assemelhou o rosto na câmera a um outro rosto. O rosto de uma pessoa mais velha que ele conhecia.

— Eu acho que esse garoto é filho do doutor Marcos - disse ele, tentando encaixar os quebra-cabeças daquele mistério.

— Quem é Marcos? O que ele e o garoto têm a ver com o desaparecimento da minha filha?

As lembranças começaram a retornar à mente do tenente, que começou a contar toda a história:

— Marcos era um grande cirurgião de um hospital em São Paulo. Talvez fosse o melhor da cidade. Nunca falhou em suas cirurgias. Ele era um grande especialista em transplantes de órgãos. Muitos diziam que ele era obcecado por seu trabalho e sempre se esforçava para salvar vidas. Não sei se foi essa obsessão... que o levou a assassinar sua própria mulher e retirar os seus órgãos... Até hoje, ninguém ainda soube o motivo exato dessa tragédia. Ele foi preso e seus dois filhos foram morar com os tios. Após cumprir sua pena na cadeia, acabou desaparecendo definitivamente, sem deixar rastros. O estranho é que seus dois filhos também desapareceram...

— E você acha que ele e seus filhos estão seqüestrando as pessoas?

— Talvez, mas por que seqüestrariam sua filha? Não tem sentido!

De repente, um dos policias chamou Carlos, informando-lhe:

— Senhor, conseguimos identificar a placa do carro que estava na gravação!

— Cíntia, parece que nós iremos encontrar os malditos seqüestradores e, o mais importante, sua filha - diz Carlos, dando aquela mãe desesperada um pouco de alívio e esperanças.







Capítulo 10 -

Thalita estava sofrendo por ouvir claramente os gritos e berros de Cláudia enquanto, na cozinha, a vítima agonizava e tremia de dor. O jovem passava lentamente o bisturi sobre sua barriga, abrindo-a.

— Por quê...? Por que você faz... isso? - questionou Cláudia, em seus últimos suspiros, quase fechando os olhos.

O jovem pára a cirurgia, a encara e, seriamente, responde com ênfase:

— POR QUÊ? POR QUÊ? (...) As pessoas pensam que conseguem encontrar homens e mulheres para namorar através da internet... Fazem de tudo para achar um gatinho, ou gostosinha, e não percebem que existem pessoas ao seu lado, de carne e osso, que a amam. Foi o que aconteceu comigo: Conheci uma garota, ela gostava de mim e começamos a namorar. Meses depois, ela achou um garoto em uma sala de bate papo. Por causa de uma porra de uma foto, ela começou a gostar dele... E eles conversavam todos os dias, enquanto ela ia se afastando de mim, pouco a pouco... Eu acabei descobrindo que ela estava ficando com ele e não queria mais ficar comigo...

O garoto começou a chorar.

—... Naquele momento... Eu descobri sua farsa... Consumi um ódio tão grande... Tão grande que não queria mais que ela existisse. Então mandei o meu pai matá-la. Seu nome era: Marta - ele sorri ironicamente - Antes disso, eu matei o maldito ficante dela. Foi muito fácil! Eu apenas me disfarcei de mulher em uma sala de bate-papo, pedi o seu endereço e fui à sua casa... Ah, se Marta soubesse que ele também era um maldito filho da puta que a traía... Eu estourei os seus miolos com uma marreta! Depois disso, meu pai me ensinou os métodos de um cirurgião e começamos a vender órgãos pela internet. Sabe, algumas pessoas não possuem dinheiro para pagar um transplante... Outras não possuem tempo para esperar tantos e tantos pacientes á sua frente... Na internet, é tudo mais rápido e de fácil acesso... Os órgãos são mais baratos e chegam em bom estado. Não cobramos a cirurgia, somente a compra dos órgãos...

Cláudia já não se mexia. Estava à beira da morte.

— Isso, Cláudia, durma. Os seus órgãos estarão sendo vendidos daqui a pouco. Não se preocupe, sua morte não será em vão. Ela estará salvando uma outra vida que precisa desses órgãos muito mais do que você!

O garoto iniciou a cirurgia. Pouco a pouco, os órgãos da garota eram retirados e postos em uma bacia térmica.

— E então, Éric, como está indo essa cirurgia? Já retirou todos os órgãos dela? - Perguntou Marcos, sorrindo e orgulhoso de seu filho.

— Estou quase, pai, só falta esse Rim e... Pronto - disse Éric, finalizando a maldita cirurgia.








Capítulo 11 -

A porta do banheiro se abriu. Éric adentrou, observou Thalita e se assustou: A garota estava caída no chão, inconsciente, com toda a roupa manchada a sangue. Ela aparentava estar morta.

— Droga, será que ela morreu? - questionou-se.

Aproximando-se dela com cautela, o garoto chamara por seu nome várias vezes, mas ela não respondia.

Ao estar bem próximo de Thalita, ele tocou em seu pulso para ver se estava viva quando, de repente, ela se levantou e deu-lhe um golpe no estômago, fazendo-o cair no chão, derrubando a chave das correntes.

Rapidamente, ela pegou a chave e destrancou o cadeado que a prendia, soltando-a. Éric se recuperava do golpe, levantando-se. Porém, de imediato, Thalita o acertou com um machado, abrindo o seu crânio como um coco apodrecido, matando-o na hora.

Marcos ouviu os gritos de pavor da garota e, rapidamente, se dirigiu ao local sem saber o que estava acontecendo. Thalita tentava fugir pela janela do banheiro. Porém, a janela era um tanto estreita.

O homem entrou ao local, deparando-se com Éric morto. Ajoelhando-se, ele começou a chorar, não percebendo Thalita surgindo por trás, acertando-o com o machado, decepando o seu braço brutalmente.

Marcos agonizava. O seu sangue espirrava a todos os lados. Enquanto isso, Thalita corria em direção a porta da saída da casa. Ao abri-la, um susto: Ela se deparou com a polícia armada, que estava se preparando para entrar.

— OH, GRAÇAS A DEUS! GRAÇAS A DEUS! - gritava Thalita, aliviada, chorando, a ponto de enfraquecer-se - ONDE ESTÃO OS MEUS PAIS? ONDE ESTÃO OS MEUS PAIS?

— Calma, garota - disse Carlos - Tudo vai ficar bem!


Carlos e os policias adentraram a casa e, com cautela, vasculharam todo o lugar. Na cozinha, o sangue e as pequenas carcaças humanas deixavam um cenário de horror. O cheiro era forte e insuportável. A pia parecia uma mesa de necrotério e, ao lado, o computador sujo de sangue mostrara vários internautas mandando mensagens para aquele e-mail, interessados nas fotos de homens e mulheres de boa aparência, sem saberem que tudo aquilo era uma grande farsa, que apenas camuflava as verdadeiras faces do mal.

Os policiais chegaram ao banheiro e encontraram o corpo de Éric e Marcos vivo, ainda agonizando a perda de um membro do corpo. Carlos estranhou o lugar, não porque o banheiro estava repleto de sujeira, mas porque só havia um dos dois filhos de Marcos. Faltava outro.

— Onde está o seu outro filho, Marcos? - perguntou Carlos, segurando-o pelo pescoço — Me fala onde ele está?!

— Você acha que eu vou dizer? É claro que não! Meu filho continuará o meu trabalho! Isso nunca vai parar, Carlos. Nunca! Mesmo que eu apodreça na cadeia!

— Seu filho da puta! - exclamou o tenente, furioso, dando um forte soco em seu rosto - Você vai mesmo apodrecer na cadeia, enquanto vamos encontrar o seu outro filho! Eu juro!

Cíntia, mãe de Cláudia, entrou na casa, encontrando sua filha morta e sem os órgãos internos. O pavor e o desespero a tomou. Ela desmoronou-se por completo. Enquanto Thalita também chorava, mas de alívio: Ela estava viva!








Capítulo 12 -

Dias após o ocorrido, Thalita estava se divertindo àquela noite em sua casa, teclando com sua amiga Aline - que havia se mudado para o Rio de Janeiro:

Aline: E então, como você está?

Thalita: Eu estou bem. Estou esquecendo pouco a pouco as coisas terríveis que aconteceram comigo.

De repente, o telefone tocou, assustando-a. Droga! , exclamou. Ela já havia levado sustos demais. Aquilo tinha de parar.

Ela observou o identificador de chamadas, mas o número era desconhecido. Ela atendeu:

— Alô?

— Olá, Thalita...

— Quem está falando? - perguntou ela, intrigada - Eu por acaso conheço você?

— O quê? Não reconhece mais a minha voz? Não reconhece a voz de um amigo de escola? Que chato, Thalita, pois eu jamais esqueceria a voz daquela ao qual MATOU O MEU IRMÃO!

O medo encontrou a garota e o coração disparou como se fosse pular afora.

— O quê? V-Você... É o... Irmão do...

— Sim. Sim, vadia, eu sou o irmão do Éric! Ah, ele gostava muito de você sabe. Mas quando eu lhe disse que você e suas malditas amigas me odiavam, ele a odiou também... E, olha só: VOCÊ O MATOU!

— Ele arruinou a minha vida! - exclamou Thalita, chorando, elevando suas mãos á cabeça, descontrolada - Ele matou as minhas amigas!

— Pois agora eu vou arruinar a sua vida! Por falar em sua vida, não acha que os seus pais estão quietos demais? He-he...

Thalita, desesperada, começou a correr pela casa á procura de seus pais, gritando por seus nomes, ainda segurando o telefone sem fio. Sua amiga Aline lhe chamava pela internet:

Aline: Thalita. Thalita, você está aí?

A garota procurou em vários lugares da casa, mas não os encontrou.

— Onde eles estão, seu maldito filho da puta?! - questionou furiosa e preocupada.

— Por que você não vai á cozinha? Afinal, está na hora do jantar, Thalita. Eles devem estar preparando a sua refeição - a voz rouca ria sem parar, divertindo-se com o desespero da garota.

Thalita correu para a cozinha e, chegando lá, deparou-se com o maior horror de sua vida. Ela tapou sua boca: Os seus pais estavam em cima da mesa, com os corpos abertos, sem os órgãos internos e com as carcaças para fora.

Os choros, berros e gritos já não eram o suficiente para reprimir aquela sensação de desespero. Aquele era o próprio inferno para ela. O telefone voltou a tocar.

— SEU DESGRAÇADO! QUEM É VOCÊ? EU VOU TE MATAR! POR QUE FEZ ISSO COM OS MEUS PAIS?!

— Ah, aqui se faz - aqui se paga, vadia. Quer saber quem eu sou? A dica está em cima do seu computador!

Quase sem forças para andar, a garota caminhou lentamente em direção ao computador, encontrando uma bolinha de papel em cima dele. Ao desfazê-la, lembrou-se daquela frase: ‘
Me encontre hoje no portão do pátio’.

Aquele era o papel que fora jogado em sua cabeça, na sala de aula.

Sua mente estava confusa. Acabara de perder os pais e já não sabia mais como fazer para reagir a qualquer surpresa daquele suposto conhecido. Ela não entendia a relação entre aquele simples papel e o garoto no telefone, que voltou a tocar.

—... Lembrou-se do papel? - questionou o estranho.

—... Por favor... - ela chorava, cansada e em estado de choque, não sabendo mais o que fazer — O que esse maldito papel tem a ver com você...?

— Você não reparou na pequena assinatura no canto direito da folha...

Thalita observou o papel, encontrou o pequeno nome da pessoa. Seus olhos esbugalharam e sua expressão fora de pavor. Começou a ter lembranças daquele nome... Ela o conhecia...

— Ele apenas queria ser um garoto normal. Queria seguir o seu sonho: O de ser um cirurgião... - explicava a voz no telefone.

— Meu Deus...

— Ele sempre quis ser seu amigo, mas você e suas amigas o detestavam, tinham nojo dele. Por isso, ele matou Carine. Por isso ele seqüestrou Cláudia. O nome Bad Boy não era apenas um apelido. É o que ele se tornou, por sua culpa...


A garota começou a soluçar, perdendo a respiração, dando passos para trás, aflita.

— Já me reconheceu, não é mesmo? Então, Thalita, você acha que acabou? Acha que está à salva? Eu continuarei o trabalho do meu pai... E você será a minha primeira vítima... Porque eu sou filho de Marcos, sou irmão de Éric... Eu sou...

- FRED! - exclamou Thalita que, ao olhar para trás, deparou-se com ele, que cortara seu pescoço com uma faca, fazendo o sangue espirrar ao computador, onde Aline continuava a chamar por sua amiga:

Aline: Thalita, você está aí? Thalita!

Guardando seu celular no bolso e sentando-se diante do computador, Fred enviou uma mensagem á Aline, usando o e-mail de Thalita:

Thalita: Oi, amiga, que tal você vir aqui passar uns dias em minha casa? A gente vai se divertir muito!

Aline: Claro que eu vou! Avisarei á minha mãe e amanhã mesmo eu irei aí!

Thalita: Estarei te esperando...

Fred continuaria o trabalho de seu pai e enganaria mais e mais pessoas através da internet, que, inocentes, buscam amizades e namoros, e não sabem quem realmente está por trás de uma bela foto falsa, ou um apelido chamativo.

Por trás de um monitor e teclado poderá haver desde uma simples pessoa inocente a um psicopata, que não negará esforços para conseguir o que quer, enviando-lhe um simples, perigoso - e fatal - convite:

 “
Quer Teclar Comigo? '*--*"




Segunda Parte –
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