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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

As Crônicas de um Vampiro - Capitulo 4


Um golpe rosto e, em seguida, um chute no estômago: Draco foi arremessado para trás, batendo de costas na grade da arena, caindo amortecido no chão de areia. Há muitos dias, o garoto estava participando de um treinamento orientado por seu pai.
Até agora, nenhum resultado satisfatório.
- Parece que não tem jeito, Draco – disse seriamente Gorman, o levantando pelas mãos – Você não possui nenhuma aptidão para lutar, muito menos para se defender. Acho que deveria desistir de pensar que você será um grande guerreiro a ponto de se tornar um Lorde! (...) É a pura verdade.
- Nem precisava dizer! – Exclamou Draco, enfurecido, saindo do local em direção a saída do castelo – Eu só estava fazendo o que meu pai ordenou! (...) Espero que ele esteja satisfeito por presenciar o fracasso de seu filho! (...) Está orgulhoso, pai? Está?!
Lêmion, sentado ao trono, não sabia o que responder ao filho, envergonhado ao que presenciou. “Não pode ser. Não pode ser que esse garoto não tenha o meu sangue de guerreiro! (...) O que vou fazer?” - Pensou, angustiado - “Só há um jeito de saber se ele tem ou não o meu sangue...”
- Senhor, acho que deveria reconsiderar e parar com esses treinamentos que não levarão Draco a lugar algum – disse Gorman, aproximando-se do rei – Já percebemos que ele não poderá ser um Lorde. Acho que deveria escolher outro futuro vampiro para este cargo.
Suas presas começaram a surgir. Seus olhos esbranquiçados mostravam a raiva que sentia: Lêmion se levantou e arremessa o trono fortemente contra a parede, quebrando-o.
- Eu não criei um filho para que ele se torne um soldado miserável, ou um “professorzinho” como você! EU O CRIEI PARA QUE REINE FUTURAMENTE SOBRE ESTE MUNDO EM MINHA HOMENAGEM!! (...) SE FOR PARA DRACO TORNAR-SE APENAS MAIS UM HABITANTE DESTA SOCIEDADE É MELHOR QUE ELE NÃO SEJA MAIS O MEU FILHO!! (...) OU ELE MANIFESTA O VERDADEIRO SANGUE DE DRÁCULA, OU VIVERÁ EXILADO DESTA VILA AO LADO DOS NOSSOS INIMIGOS, LOBISOMENS, LUTANDO PARA SOBREVIVER TODOS OS DIAS DE SUA VIDA!!







Enquanto isso, Draco estava sentado sobre as rochas de um rio que passava próximo ao castelo, desapontado consigo mesmo, arremessando pedras nas águas. “(...) Por quê?, pensou ele (...) Por que eu? (...) Por que o destino não escolhera outra pessoa para ser vampiro? Por que não escolhera outra pessoa para ser filha do rei? (...) Por que o meu destino é seguir o mal? Eu não quero dominar o mundo. Não quero matar ninguém. Não quero seguir os passos de meu pai!”
- No quê está pensando? – Perguntou Sasha, surgindo atrás de Draco, surpreendendo-o, fazendo-o sorrir repentinamente – Já sei: seu pai está desapontado com você por fracassar no treinamento novamente, estou certa?
- Parece que lê mentes – respondeu num tom e expressão de humor – Às vezes, penso que não deveria ser eu. Os outros me acham especial, mas eu não me acho. Eu sou um “nada” com um destino traçado em minha vida, sem opções ou escolhas...
- Todos nós fazemos uma escolha. Todos. E o destino quem faz é você. (...) Seu pai não pode mandar em você por toda a vida e quando o momento chegar siga o seu caminho!
Admirado com aquelas palavras, o jovem disse:
- Você é a única que me entende, Sasha. É por isso que eu gosto de você.
Os lábios se aproximaram: O beijo despertou a vontade em Draco de querer ser quem ele desejava. Porém, alguns de seus desejos não poderiam se tornar realidade:
O desejo de se tornar humano.
Os fortes raios do sol interromperam o romântico momento, pois aquilo era prejudicial aos vampiros, menos para Draco.
- Me desculpe... – Sussurrou a garota, afastando-se do menino – O sol está me deixando com tontura...
- Eu conheço um lugar repleto de sombras e ar fresco – disse, levantando-se – Vamos lá?
Sasha sorriu e assentiu com a cabeça, indicando que queria acompanhá-lo.





Minutos depois, abaixo de uma grande árvore repleta de folhas que traziam a sombria e o ar fresco, Draco e Sasha se beijavam incansavelmente, enquanto alguém os observava atentamente, escondido entre os arbustos da extensa floresta de Transilvânia:
Era Dig, o irmão de Lob.
- Espere, sentiu esse cheiro? – Perguntou Sasha, interrompendo o beijo e sentindo uma estranha presença – Tem alguém aqui!
- O quê? Eu não senti nada, Sasha!
De repente, um salto e o lobisomem surgiu detrás dos arbustos com seu aspecto demoníaco de fome, sua língua para fora fizera escorrer saliva:
Dig estava faminto...