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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As Crônicas de um Vampiro - Capítulo 7

Capítulo 7 –

                Pelas redondezas da grande Transilvânia existiam várias tribos e nações diferentes das de um ser humano. Escondida entre as altas montanhas da região havia uma vila onde habitava um clã de caninos ferozes e sedentos de fome: Eram estes os lobisomens, que surgiram a milhares de anos, nascidos a partir de uma maldição demoníaca que juntou as células de um humano e as de um lobo, fundindo-as e gerando um novo ser, cujo possuía grande esperteza e o instinto animal.


Os passos descalços e sujos prensavam sobre a terra fofa e úmida da última tempestade. O arrastar de um corpo apodrecido emitia um odor insuportável, cujo centenas de urubus sobrevoavam o local cercado de árvores e rochas. No final daquele caminho, uma caverna era a entrada para o interior de uma grande montanha congelada, de onde os olhos avermelhados e cheios de más intenções saíam, farejando a chegada de alguém.
- Parece que aquele que está vindo é Lob – Supôs Canínus, líder do bando que constava em cinco feras. Entre estes, havia os irmãos Dig e Lob. No entanto, o líder não soubera da morte de um membro do bando – Aparentemente, aquilo no qual está sendo arrastado é um corpo... Conhecido...
Chegando finalmente à caverna com ódio nos olhos, Lob arremessou o corpo destroçado e degenerado de seu irmão na frente dos três caninos, exclamando:
- VEJA O QUE FIZERAM COM O MEU IRMÃO!! MALDITOS! EU VOU... DESTRUÍ-LOS! NÃO... – Ajoelhou-se diante do cadáver e começou a uivar tristemente. O corpo desmembrado de Dig era a pista que fazia levantar hipóteses de quem o teria assassinado.
- Quem o mataria de uma forma tão brutal assim, além de nós lobisomens? – questionou Canínus, examinando o corpo – Creio que não existe nenhum traidor entre nós. Com certeza, não foram do nosso clã... Pelo jeito... Só podem significar duas coisas: Ou há um monstro desconhecido solto pela região... Ou então... Foram os...
- Vampiros! – Completou Mat, um dos membros da civilização – Há muitos anos eles assinaram um acordo com nós para que não houvesse guerras, conflitos e nem batalhas entre os clãs. O que pretendem matando um de nós? Querem iniciar uma nova guerra?
Naquele exato momento, Lob relembrou o erro que cometera ao assassinar Torn, um dos vampiros que ele e o bando encontraram sozinho na floresta. Sua hipótese era de que a morte de Dig seria um alerta de vingança dos sugadores de sangue.
- O que foi, Lob? No que está pensando? – perguntou o líder, desconfiado – Por acaso, você tem idéia de quem o matou?
O homem não podia dizer que matou um vampiro, pois havia uma lei em seu clã que punia os lobisomens infiéis e errantes. E a punição era severa... E mortal.
- Não... – respondeu ele, guardando para si mesmo os segredos que jamais contaria aos outros. Seu maior medo era que os vampiros contassem ao seu mestre sobre a morte de Torn – Mas, com certeza não foram os vampiros! Eles sabem que se matarem alguém de nosso clã uma grande guerra surgirá e nosso mestre acabaria com eles! Eles não podem ter se atrevido a tal ato...
- Você pode ter razão – Afirmou Canínus, erguendo o corpo de Dig nas costas e saindo do local para o topo da montanha – De qualquer modo, reportarei ao Mestre sobre o que aconteceu... E... Lob, me desculpe a franqueza mas... Estranhei seu comportamento frio e arrogante de nem ao menos chorar e lamentar a morte de seu irmão... Até mesmo eu choraria se perdesse meu irmão... Mas isso é algo que jamais acontecerá... Pois ele é muito forte... É o nosso Mestre...
Enquanto ele subia as escadas iluminadas pelas velas acesas cravadas nas paredes da caverna, um garoto estava sentado a um trono de ouro... Sua aparência era de um jovem de dezesseis anos. Seus olhos avermelhados e os inúmeros piercings no rosto davam a si uma terrível aparência, cujo seus longos e negros cabelos indicavam que ele nunca havia cortado, assim como suas unhas. Em um de seus dedos, um anel banhado a sangue com vários nomes cravados... Nomes importantes, de ancestrais deuses de seu clã...
-... Porque o nosso Mestre já possui um destino traçado: Ele será o nosso futuro ‘deus’ – disse o lobisomem Canínus, desaparecendo nas infinitas escadarias que chegariam ao palácio imperial de seu Mestre... E seu irmão:


O garoto Khaos...



Nota do autor:
Devido a falta de inspiração para a continuação dessa história, a mesma será interrompida. Os capítulos não serão excluídos. Quem sabe a inspiração não volta, né?